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DIABETES GESTACIONAL TEM CURA?

O Diabetes mellitus é uma doença de caráter crônico e evolutivo caracterizado por alterações no metabolismo de carboidratos, lipídios, proteínas e eletrólitos, devido à deficiência na ação ou menos na secreção de insulina pelo pâncreas. A doença pode ocorrer também em gestantes, pela própria sobrecarga hormonal comum ao período, de hormônios como progesterona, prolactina, cortisol e hormônio lactogênico placentário, já no primeiro trimestre da gestação.
Em outras palavras, as gestantes apresentam sensibilidade à insulina diminuída nesse período, além de uma menor secreção desse hormônio, o que faz com que tenham níveis de glicemia em jejum até baixos, mas os níveis em pós-prandial aumentam significantemente, o que torna esse um período de risco para surgimento da doença.
Segundo Corrêa e Gomes (2004), do ponto de vista obstétrico, o diabetes complica a gestação, e do ponto de vista metabólico, a gravidez complica o diabetes. Desta forma, a concepção na mulher diabética ou com fatores de risco para o desenvolvimento de diabetes tipo 2 deve ser cuidadosamente planejada, mantendo-se o controle glicêmico adequado. Alguns fatores de risco que podem ser apontados são: idade superior a 25 anos; obesidade ou ganho excessivo de peso na gravidez atual; deposição central excessiva de gordura corporal; história familiar de diabetes em parentes de 1o grau; baixa estatura; crescimento fetal excessivo, hipertensão ou pré-eclâmpsia na gravidez atual; antecedentes obstétricos de morte fetal ou neonatal, macrossomia ou diabetes gestacional.
Para mulheres que já estejam apresentando o quadro ou que desejam prevenir, o controle diário da insulina feito pela própria gestante pode ser de grande utilidade, associado ao tratamento dietético aplicado por um Nutricionista, e ao acompanhamento médico, em um trabalho multidisciplinar. No tratamento dietético, o profissional buscará ofertar à gestante alimentos nutritivos, mas que contenham carboidratos de baixo à médio índice glicêmico, para não complicar o estado de saúde da paciente. É importante manter a oferta proteica durante esse período, para garantir o crescimento fetal adequado, e uma oferta controlada de gorduras, pelos mesmos motivos.
A substituição de pães, bolos, biscoitos por raízes, milho, ovos, iogurtes e outros alimentos minimamente processados podem ajudar no controle da glicemia gestacional. Preferir frutas acompanhadas de granola sem açúcar, aveia, linhaça e outras fontes importantes de fibras nos lanches, assim como as castanhas, também são aliados fundamentais neste controle.
Exercícios físicos durante o período da gestação são grandes aliados no tratamento, por permitir uma maior permeabilidade das células à insulina através do condicionamento cardiovascular, e da diminuição da gordura, que dificulta esse processo de ligação da insulina ao receptor das células. Além disso, o exercício física aumenta o transporte de glicose para as células musculares, de acordo com Maganha et al (2003), o que também ajudaria a diminuir a glicemia sanguínea. Além disso, existe a Insulinoterapia, tratamento feito através do uso de insulina para controle de glicemia da gestante. Esse recurso é aplicado quando o tratamento dietético e a prática de exercícios físicos por si não conseguem manter o controle glicêmico adequado.
De forma geral, a doença é reversível após o parto, à medida que os níveis hormonais se estabilizam, voltando então a glicemia aos seus níveis normais. Tudo vai depender da conduta Nutricional e Médica durante a gestação.
A gestante deve ter os pré-natais em dia, e o acompanhamento de um Nutricionista durante toda a gestação, pois apenas assim, esse e outros problemas de saúde poderão ser detectados de forma precoce, e o tratamento adequado poderá ser aplicado para evitar agravamentos do estado de saúde da gestante.

Fontes: http://www.scielo.br/pdf/%0D/ramb/v49n3/a40v49n3
https://repositorio.unesp.br/bitstream/handle/11449/69641/2-s2.0-37349127368.pdf?sequence=1&isAllowed=y
http://www.scielo.br/pdf/abem/v48n4/a10v48n4
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=%22S0004-27301999000100005%22&script=sci_arttext

Contribuição : Tatiane Bertoli – estagiária de Nutrição (instagram: @tatianebertolinutri)